segunda-feira, novembro 23, 2009

Manuela e os áugures

O PPD/PSD anda ao sabor da Agenda dos jornais e dos telejornais. Está completamente dominado por estes fornecedores e produtores de notícias. Como estes acham que a justiça quando não decide é uma lástima e quando decide contra aquilo que é desejo dos media é porque está a ser manipulada pelo poder, o PPD/PSD vai a correr achar o mesmo. É uma tristeza, uma vazio de ideias que torna o PPD/PSD o exemplo mais acabado da pobreza intelectual que um partido não deve permitir-se.
Já Pacheco Pereira, o inefável áugure de Ferreira Leite, veio dizer que o facto de o PSD ter decidido dar tempo ao Governo para resolver a questão da avaliação dos professores, deu ao PS a possibilidade de ser reconhecido por resolver o assunto e que o PSD não teria nada a lucrar com isso em termos de imagem e glória partidária. Quer dizer, para Pacheco Pereira o PSD ao tomar uma posição de promoção de resolução de um problema está a prejudicar-se. Por outras palavras, este PSD é incompatível com a resolução dos problemas do País, porque a resolução dos problemas do país é prejudicial ao PSD.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Manuela Ferreira Leite e su Muchacho

Eu já não sei quem é o bonifrate e quem é o titereiro. Se é Pacheco Pereira que se lembra e passa a palavra a Manuela Ferreira Leite, se é Ferreira Leite que instiga Pacheco Pereira e o coloca naquele estado de fragilidade intelectual. Esta ideia peregrina de que o Primeiro-Ministro tem de vir explicar uma conversa que foi ilegalmente gravada, é uma pérola do completo vazio de ideias que graça naquele partido. Esta é a versão esfarrapada e pós-eleitoral da asfixia democrática que tanto contribuiu para que não se discutissem assuntos relevantes na campanha eleitoral. Manuela Ferreira Leite continua na sua visão de porteira intriguista e arrasta para este caminho de pó e flanela, um Pacheco Pereira que cairá com Manuela sem fama nem glória. Uma pena.
Percebe-se porque é que há tanta ansiedade no PSD pela chegada de Maio ou outra data mais cedo que mude a liderança daquele partido, que já não discute política apenas se ocupa de levantar suspeitas, suspeições, intriga, insinuação, na mais gratuita e impune das atitudes de quem quer trazer a conversa de café ou de depois de almoço, para a vida política. Manuela Ferreira Leite não consegue imolar os gatos fedorentos, e por isso converte-se nos malucos do riso mas em versão de tragédia. O PSD precisa urgentemente de um discurso sério. Neste momento não tem pingo de credibilidade.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Ministro e ministério

Resistindo à tentação de fazer pré-juízos sobre a próxima Ministro da Educação, espero bem que ela resista ao cliché e ao que já circula entre jornalistas, isto é, que a referência fácil e gratuita a esta nomeação ser uma "aventura no ministério". Pelo contrário, espero que seja tudo menos uma aventura, tudo menos uma carta falhada, um erro de casting, aposta que acabe em mal-aventurança. Portugal precisa de um bom ministro da educação, e não de literatura infantojuvenil. Isabel Alçada saberá bem a diferença... e Sócrates também.
Este não é o tempo de Guterres, poderia ser um tempo fundacional, que a anterior detentora da pasta acabou por não cumprir apesar da sua persistência. Mas muito estranho seria o mundo se os sindicatos da corporação dos professores fossem vencidos por aventuras, histórias púberes ou regressos a visões moles de fim de século.
Certamente que todos estarão conscientes disto e que a ficção não vai ultrapassar a realidade. Pelo menos nesta matéria.
Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem políticas por cumprir e medidas inadiáveis adiadas. A Promoção da Língua Portuguesa no Mundo precisa de um aprofundamento vigoroso que não se pode compadecer com as intermitências dos últimos anos, mais curtas nos últimos meses, fruto de algumas decisões a montante que não no centro operacional. Um organismo reformado onde nada muda senão a Lei que o regula (e onde parece haver soluções para perpetuar interesses antigos de ministério triturador que não larga o osso) e onde é imperioso mudar para o pensar.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Perversa de cabeça

Uma das tiradas célebres de Manuela Ferreira Leite é que não é "perversa de cabeça", o que desde logo me fez pensar noutros sítios em que se pudesse pensar perversão que não seja a cabeça.
Mas não sendo perversa de cabeça, como se repete deixando, por isso, que se instale outro pensamento, Manuela Ferreira Leite preparou bem o caminho da resistência face à possibilidade de acontecer o que aconteceu: perdeu as eleições legislativas e diminuiu substancialmente o número de câmaras municipais, nas mais recentes eleições autárquicas.
Ao colocar fora do parlamento os seus adversários políticos, Manuela Ferreira Leite armadilhou completamente, mas sem perversão, quem a queira substituir no lugar de vizir do PPD/PSD e garantiu que à boa maneira de Paulo Portas, quando fez o seu pequeno golpe palaciano contra Ribeiro e Castro, também ela e os seus satélites, seriam os únicos a ditar o comportamento da oposição ao Governo.
Líder que não tem assento parlamentar é um líder fraco e com pouca margem de manobra. Pedro Passos Coelho deve ter isso em conta, se quiser pensar seriamente em ser o novo vizir no lugar do vizir, ou não deixará de ser um frustrado Iznogoud como o da banda desenhada.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Autárquicas V.S. Legislativas

Quando o PS ganhou as eleições legislativas a Presidente do PPD/PSD (esta sigla bipolar devia ser estudada) veio dizer que o PS tinha perdido, tinha perdido a maioria absoluta. Quer dizer, tinha perdido ganhando. Já o PPD/PSD, pelo contrário, tinha ganho, perdendo, pois parece que até tinha subido quase 1% (!) face à derrota nas anteriores legislativas. Curiosamente, agora nas autárquicas o PPD/PSD, ainda que tendo mais câmaras do que o PS, perdeu face a 2005, pelo menos 20 câmaras e o PS ganhou mais de 20 câmaras face aos mesmo resultados de 2005. Teve mais votos e mais mandatos e a Presidente do PSD já não adopta a mesma lógica de raciocínio para dizer que o PPD/PSD ganhando perdeu e o PS, ainda que não ganhando mais câmaras ganhou e retirou ao PSD a larga hegemonia, quase se podendo dizer que o PS nas autárquicas retirou a "maioria absoluta" ao PPD/PSD e que este partido devia "aprender a lição que os eleitores" deram ao PPD/PSD para que compreendesse as causas da sua perda/vitória
A presidente do PSD afirmou nos últimos dias da campanha para as legislativas, que "o povo português era inteligente", deixando claro que "ser inteligente" era votar PPD/PSD. Ora seria de perguntar à Presidente do PPD/PSD se o povo português seria, tendo em conta os resultados, estúpido.
Parece que o povo português não concorda com a Senhora Leite e voltou a  mostrar-lhe que nestas coisas das eleições, falar sem pensar dá asneira.
Quase de imediato, os dirigentes que Manuela Ferreira Leite ostracizou saíram do seu exílio partidário e vieram pedir a cabeça de Leite. A cerimónia da tradicional substituição do líder do PPD/PSD, partido dividido em facções e interesses vários que se manifestam de forma mais aguda quando o mel do poder não jorra, já começou. A novela vai continuar.

sábado, setembro 26, 2009

Pacheco Pereira abruptamente

Fiquei absolutamente estarrecido ao ouvir Pacheco Pereira na última Quadratura do Círculo. É raro ouvir uma argumentação tão retorcida, tão tortuosa. Fiquei com medo, porque quem é capaz de pegar na realidade e lhe dar aquele tratamento invertido, mete medo. Uma arte como a reconhecida capacidade de argumentação de Pacheco Pereira, pode afinal, como nas histórias aos quadradinhos, ser usada pelo senhor das sombras. Pacheco Pereira transformou-se em alguém que passou para o outro lado da Força. É uma espécie de Darth Vader de Manuela Ferreira Leite.
Mas pronto, agora que cheguei a este ponto do meu raciocínio fiquei mais descansado e o medo desvaneceu-se. Pacheco Darth Pereira Vader, é apenas uma personagem de ficção. Tive medo, genuinamente, quando pensei que era verdade, mas agora que sei que é uma personagem de desenhos aos quadradinhos e de desenhos animados acho que até posso continuar a ver o programa da SIC.
Agora não deixei de ver a ironia absolutamente extraordinária quando li no blogue deste candidato escalabitano à AR, o seguinte: Ofende os bons quem poupa os maus. Ora não estará a ofender os bons quem defende algo de mau (mau como político, mau porque é manifestamente uma economista ultrapassada e sem visão, mau porque, de facto, a senhora tem dificuldade em esconder a verdade quando acaba por manifestar ideias racistas e xenófobas contra os emigrantes, quando tem dificuldade em esconder a verdade das suas convicções e preconceitos sobre as orientações sexuais de cada um ou sobre a forma como os heterossexuais decidem viver em comum) Manuela Ferreira Leite representa algo de muito mau na sociedade portuguesa que é aquele tipo de gente que diz que não é racista mas não deixa de o ser no seu íntimo e na sua prática, que diz que não quer saber da sexualidade dos outros mas que, na verdade, tudo fará para os prejudicar, nem que seja não fazendo nada. Não estará Pacheco Pereira a ofender os bons quando poupa a má? Ou não reconhecerá ele os preconceitos de uma pessoa quando ela tem uns "desvios", uns "lapsos", umas "escorregadelas" discursivas contra as pessoas que ela acha que lhe são inferiores? Porque é disso que se trata, Manuela Ferreira Leite é uma suprematista não assumida. Sob a capa de quem estará a defender os pretensos interesses dos portugueses que vivem em Portugal condenado assim, objectivamente, quase quatro milhões e meio de portugueses que vivem no estrangeiro, sendo já estes últimos vítimas de Manuelas Ferreiras Leites locais, que também só querem o mesmo que ela como Le Pen, Geert Wilders, da Holanda Berlusconi e outros que tais.
Ainda mais extraordinário é o artigo-queixume que segue no blogue de Pacheco Pereira, entre o lamento e o animal feroz que encima o artigo. Lá se lê que dizem mentiras sobre ele num jornal (coisa tão difícil de acontecer nos nossos media), e questiona-se de como será com os outros. Se calhar é como alguns jornais que se deixam usar para publicar notícias forjadas que pretendem prejudicar adversários políticos, ou quando se viola o segredo de justiça para, objectivamente, prejudicar adversários políticos que estão no Governo... Diga, Pacheco Pereira, como será com os outros? Como será vestir a pele de quem é difamado, quando se dizem mentiras a seu respeito impunemente, quando se usa o que deveria ser notícia para o ataque pessoal sistemático.
Uma noticiazita que mente sobre a sua ligação a Santarém é o fim do mundo. Diga lá Pacheco Pereira como será quando se quer eliminar politicamente um adversário político? Como será quando a difamação ultrapassa a mera ignorância de um jornalista que não sabe onde mora Pacheco Pereira há 15 anos? Aposto que Pacheco Pereira é capaz de argumentar sobre esta questão agora que sentiu na pele a "perseguição dos media".

Fernando Lima passa para a secretária ao lado...

... Ao fundo à esquerda. Tal como previ no meu último artigo neste blogue, Fernando Lima saiu apenas da folha de pagamentos como assessor para a imprensa e passa para outra folha qualquer. Não sai é a sombra de Cavaco Silva. Quando se partilham 25 anos todos os golpes de teatro, como o anúncio de uma demissão, são, naturalmente, preparados. Agora o ónus da prova já não está na acusação que tem de provar que uma determinada acção foi cometida, agora, quem tem de provar seja o que for é quem para mostrar que está a tomar uma atitude, apenas coloca na sombra uma situação que já vivia na penumbra. Não há um mínimo de aceitabilidade na atitude de Cavaco Silva que não deixa cair um peão (só não estou tão seguro sobre quem é peão de quem) apenas o muda de lugar. Fernando Lima está sob uma contagem de protecção como no boxe, e isso é inadmissível em democracia, é inadmissível de quem está em Belém exercendo a Magistratura que lhe foi confiada em nome do Povo Português e pelo Povo de Portugal. É inadmissível até no clube do Bairro. Na verdade é apenas inadmissível.

segunda-feira, setembro 21, 2009

A baixa necessária, o sacrifício para proteger o Chefe.

A demissão de Fernando Lima neste momento, apenas prova que a cooperação estratégica entre Belém e o Público são uma verdade indesmentível. Neste momento a demissão de Fernando Lima, para além de ser apenas um acto formal, é na verdade muito pouco, muito tarde. Agora só mesmo a demissão de Cavaco Silva permite assegurar que o clima de conspiração permanente em que Belém se ocupa, chega ao fim. Fernando Lima sai apenas da folha de pagamentos. Enquanto Cavaco Silva estiver em Belém, Fernando Lima tem um papel não negligenciável na capacidade de decisão de Cavaco Silva e na sua relação com o Governo e com o País. É absolutamente intolerável em democracia que Belém possa continuar a conspirar contra a democracia, o Governo e o País. Sempre tenho afirmado que Cavaco Silva não tem estatura política para ser Presidente de Portugal e aqui está mais uma prova. Que mais será preciso para que o Parlamento interrompa esta anomalia no sistema democrático?
É por isso que Manuela Ferreira Leite fala em asfixia democrática e tem como modelo democrático o Governo de Alberto João Jardim. Cavaco Silva concorda e pretende concretizar esse modelo no Governo da República. Manuela Ferreira Leite é apenas um tentáculo deste polvo que veio levemente à tona neste caso.
Como um vulgar lagarto, em face do perigo, Belém deixou cair a cauda, para a deixar crescer de novo, mais tarde. Fernando Lima nada mais foi do que uma cauda de réptil deixada para trás na retirada face ao pânico que invadiu Belém. Mas voltará a crescer se o lagarto não for ele próprio derrotado.

domingo, setembro 20, 2009

Os verbos de encher

É curioso, melhor, é absolutamente ridículo que Jerónimo de Sousa venha acusar os deputados dos outros partidos de serem "verbos de encher", quando ele próprio afastou ainda nesta legislatura duas deputadas suas que se recusaram a ser verbos de encher do comité central do PCP? Será que Jerónimo de Sousa percebeu a dimensão do que disse? O PCP que na sua prática política interna se comporta activamente, em relação aos militantes que não partilham o pensamento único oficial, exactamente como Manuela Ferreira Leite, vem acusar os outros daquilo que ele próprio pratica?

sábado, setembro 19, 2009

A senhora Leite e os mexericos

No seu discurso no seu não-comício jantar de ontem, A senhora Leite resolveu abandonar o debate político e dedicar-se ao mexerico ao bom estilo de pátio do bairro de Alfama. E resolveu falar de asfixia a propósito da cooperação estratégica entre a casa civil de Belém e o Jornal Público. A asfixia de que fala a senhora Leite, é bom lembrar, é um fenómeno que provoca a diminuição das faculdades cerebrais, perturbando deste modo o raciocínio. A senhora Leite está desta forma a dar sinais não só de dificuldade de raciocínio, mas também, como provam as gravações televisivas, de falta sistemática de concordância sintáctica na sua oralidade. Na sua fase mexeriqueira a senhora Leite vem também lançar um golpe de literatura fantástica de cordel e de filme de série B quando resolve falar das escutas de que toda a gente poderá ser alvo. A senhora é uma hipérbole de falta de senso.
Muito longe está esta mulher política de um verdadeiro exemplo do que deve ser um político seja mulher ou homem. Falo de Maria de Lurdes Pintassilgo que nos deixou um legado de seriedade e de intervenção política exemplares.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Leite falou a Portas sobre Pinto

Deve ser a isto que a Senhora Leite chama política de verdade: telefonar ao Senhor Presidente do outro partido de onde a Senhora Pinto foi despejada, para perguntar se podia utilizar a senhora nas listas de onde tinha corrido os seus Maneis Alegres (embora esta comparação seja uma excentricidade. No PS não se substituíu Manuel Alegre - que não terá sido corrido, correu-se -, por elementos arguídos em casos de alegada corrupção). Falar de coisas sérias durante a campanha eleitoral, presumo que deve manter a opção estratégica adotada na fase de pré-campanha, não pode, não acha bem, não é correto, mas telefonar para pedir aprovação para um swing político já é normal. Afinal trata-se de telefonar ao hipotético futuro colega de uma hipotética coligação, isso já é coisa séria. São coisas que só a mentora da "política de verdade" poderia conceber.

terça-feira, maio 12, 2009

O Benfica e as fugas de informação

Não há dúvida de que o que de mais parecido há em Portugal com as fugas de informação no Sport Lisboa e Benfica e a sua falta de capacidade para gerir a informação que lhe diz respeito é a o que se passa na justiça em Portugal. Deste clube tudo se sabe menos quando vai voltar a ser campeão. Já na justiça tudo se sabe nos jornais menos como fazer cumprir o segredo de justiça. Ainda agora a propósito de um relatório sobre as alegadas pressões aos magistrados ao caso Freeport, já está tudo nos jornais e, provavelmente, ainda mal acabou de ser lido pelo Procurador-Geral da República. Não sei o relatório era matéria reservada ou não, mas lá que o alegado autor das pressões já está a ser julgado e com sentença apalavrada parece claro.
Sobre esta coisa das pressões o Benfica e os agentes da justiça também parecem ter algo em comum e deviam escolher outra vida, já que quem não aguenta o calor não salta fogueiras nem se aproxima das fontes de calor. Vai para lugares mais calmos e mais amenos.

Operadores de televisão privados defendem o fim da publicidade na RTP

Esta é uma notícia tão inesperada como "preguiçosos defendem diminuição do horário de trabalho". O que é que seria se o famoso e exotérico quinto canal tivesse sido aprovado. Porque é que não pedem que os canais por cabo, que já são pagos pelos subscritores do sistema, não tenham publicidade ou que a tenham com restrições? porque são... privados. E porque são privados, quanto mais publicidade melhor, mesmo que o tele-espectador já pague para ver... publicidade. Não há dúvida de que estes privados operadores de televisão não são nada parciais e não se importam nada com o peso do orçamento da televisão pública no bolso nos contribuintes. Para eles, provavelmente, se a televisão pública não tem condições de subsistir sem publicidade deve é acabar e porque não, ser substituída por programas de qualidade como os telejornais apontados a objetivos de agenda das administrações dessas empresas, independentemente da relevância da atualidade. Não há pachorra. Estou farto que me chamem e me tratem como se fosse parvo. Esta gente que até faz notícia de si própria já nem se preocupa com o pudor daquilo que diz nem como o diz.