Portugal, em data e dia cujo significado maior sofreu um atentado quando 1 de dezembro deixou de ser feriado neste país, soube merecer a sua independência, lutou e conseguiu restaurar a sua soberania o que lhe tem permitido ao longo dos séculos e ao sabor dos seus governantes, conhecer a glória e a vergonha, ser senhor de si e, reptilineamente curvar-se humilhado por razão de governantes fracos e imbecis, ao longo dos séculos, até ao presente. Mas assumimos os nossos sucessos e as nossas desgraças e humilhações como gente soberana. Qualquer que seja a situação só há um responsável: o povo português soberano e independente. Nada é maior do que a Independência, nada é mais soberano do que saber que os falhanços e as glórias são nossas e nossas apenas. Não temos uma tutela externa a quem culpar ou agradecer. Somos nós. Somos Portugal.
A Catalunha merece, como Nação, ter direito a reclamar a autodeterminação e a independência se esse for o seu destino decidido em comum. Pode também vir a ter o mesmo resultado da Escócia, com uma maioria catalães a entenderem que não querem ser responsáveis pelo bom e pelo mau que lhes possa suceder no futuro, mas serão eles a decidir.
A minha gratidão e solidariedade vai para o povo catalão, por nos terem permitido ter sucesso na nossa vontade de sermos donos do nosso destino, qualquer que seja.