terça-feira, maio 12, 2009

O Benfica e as fugas de informação

Não há dúvida de que o que de mais parecido há em Portugal com as fugas de informação no Sport Lisboa e Benfica e a sua falta de capacidade para gerir a informação que lhe diz respeito é a o que se passa na justiça em Portugal. Deste clube tudo se sabe menos quando vai voltar a ser campeão. Já na justiça tudo se sabe nos jornais menos como fazer cumprir o segredo de justiça. Ainda agora a propósito de um relatório sobre as alegadas pressões aos magistrados ao caso Freeport, já está tudo nos jornais e, provavelmente, ainda mal acabou de ser lido pelo Procurador-Geral da República. Não sei o relatório era matéria reservada ou não, mas lá que o alegado autor das pressões já está a ser julgado e com sentença apalavrada parece claro.
Sobre esta coisa das pressões o Benfica e os agentes da justiça também parecem ter algo em comum e deviam escolher outra vida, já que quem não aguenta o calor não salta fogueiras nem se aproxima das fontes de calor. Vai para lugares mais calmos e mais amenos.

Operadores de televisão privados defendem o fim da publicidade na RTP

Esta é uma notícia tão inesperada como "preguiçosos defendem diminuição do horário de trabalho". O que é que seria se o famoso e exotérico quinto canal tivesse sido aprovado. Porque é que não pedem que os canais por cabo, que já são pagos pelos subscritores do sistema, não tenham publicidade ou que a tenham com restrições? porque são... privados. E porque são privados, quanto mais publicidade melhor, mesmo que o tele-espectador já pague para ver... publicidade. Não há dúvida de que estes privados operadores de televisão não são nada parciais e não se importam nada com o peso do orçamento da televisão pública no bolso nos contribuintes. Para eles, provavelmente, se a televisão pública não tem condições de subsistir sem publicidade deve é acabar e porque não, ser substituída por programas de qualidade como os telejornais apontados a objetivos de agenda das administrações dessas empresas, independentemente da relevância da atualidade. Não há pachorra. Estou farto que me chamem e me tratem como se fosse parvo. Esta gente que até faz notícia de si própria já nem se preocupa com o pudor daquilo que diz nem como o diz.