terça-feira, outubro 02, 2012

Afinal o que é um insulto?

Num evento realizado no fim de semana o consultor/para-ministro/porta-voz do Governo/larga medidas como quem não quer a coisa a ver se pega/avaliador de empresários ao fim de semana/e com direito a opinião pessoal quando diz bojardas/académico António Borges chamou ignorantes aos empresários que se manifestaram contra a baixa da TSU para eles/subida da TSU para os seus empregados.
Os agora proclamados ignorantes ripostaram dizendo que ignorante era o consultor/para-ministro/porta-voz do Governo/larga medidas como quem não quer a coisa a ver se pega/avaliador de empresários ao fim de semana/e com direito a opinião pessoal quando diz bojardas/académico António Borges. Reação do consultor/para-ministro/porta-voz do Governo/larga medidas como quem não quer a coisa a ver se pega/avaliador de empresários ao fim de semana/e com direito a opinião pessoal quando diz bojardas/académico António Borges: não respondo a insultos!
Moral da história, o consultor/para-ministro/porta-voz do Governo/larga medidas como quem não quer a coisa a ver se pega/avaliador de empresários ao fim de semana/e com direito a opinião pessoal quando diz bojardas/académico António Borges pode no seu douto exercício da palavra chamar ignorante a quem lhe der na consultora, académica e douta gana. Tal encómio expresso pela sua excelsa e douta voz é a constatação de um facto da vida e do dia a dia empresarial nacional, mas se o mesmo vocábulo é usado pelos ignorantes dos empresários contra a sua bramanesca e sacerdotal pessoa constitui insulto. Na verdade, não estamos numa sociedade de discurso horizontal, mas vertical. Vindo de cima "ignorante" é um descritor de uma lamentável realidade vinda de gente que não percebe o bem que lhe estão a fazer. Já vociferada de baixo para cima, "ignorante" constitui insulto a quem tem por missão ingrata governar o mar de ignorância dos que estão a seus pés (ou ainda mais abaixo). Mais, envergonha-os a todos, e fá-los ter de explicar à inteligentíssima tróica que esta coisa da TSU tem que mudar de roupa porque assim os ignorantes não lhe pegam e ainda se armam em gente com direitos e opinião e a coisa pode dar para o torto. Esta coisa de os empresários opinarem e se armarem em defensores dos trabalhadores é como se os lobos, sem aviso prévio ou concertação, decidissem agora adotar cordeiros. Confunde os pastores que por nós zelam. É que não vem nos livros, nem se dá no primeiro ano da faculdade lá onde o consultor/para-ministro/porta-voz do Governo/larga medidas como quem não quer a coisa a ver se pega/avaliador de empresários ao fim de semana/e com direito a opinião pessoal quando diz bojardas/académico António Borges dá as suas doutas aulas.