domingo, março 25, 2012

Congresso do PPD

Este foi o 1.º congresso de eunucos intelectuais realizado em Portugal. Foi uma reafirmação da execução de ideias de terceiros. Foi um congresso de notícias do correio da manhã e da sua fixação em Sócrates. Disparar sobre os mortos (ou os governos passados, findos) é como que um remake série B de um filme de zombies. Nenhuma ideia própria. Nenhuma ideia sobre Portugal. Ausência total de discurso sobre a Europa. Voltou a cantilena das reformas estruturais por um Frasquilho de discurso cassete de comissário político, típico de ideologias de partido único. De reformas estruturais nada, como de costume, porque ainda ninguém lhes disse como se faz uma reforma estrutural, nem ninguém os fez assinar um memorando sobre o que é uma reforma estrutural, ou o que significa tal expressão. Se em vez daqueles senhores que estiveram no último evento realizado no pavilhão atlântico antes da sua privatização, lá tivessem estado marionetas do FMI, do BCE e da Comissão Europeia, a única diferença seria a qualidade dos bonecreiros. A desertificação que se opera em Portugal não é só a ambiental, é a pior de todas as calamidades para a humanidade, é a desertificação intelectual, um retrocesso civilizacional comandado uns relvados pré-históricos.