domingo, junho 12, 2011

Cavacada

O discurso do 10 de junho foi o mais acéfalo de todos os discursos jamais proferido por um ocupante do paláco de belém, incluindo os presidentes. Nada a dizer, a não ser que só faltou a defesa do amor e uma cabana e  de uma sardinha para 6. Foi salazarento, retrógado, bafiento e uma vergonha até para quem defende o interior do país. Nem o Dantas iria tão longe. E António Barreto o tal que é doutor em diagnósticos mas cábula em soluções e disse numa entrevista que se fosse convidado a servir o país como ministro não aceitava por já não está para isso, o que prova que é pior do que qualquer abstencionista, e está abaixo do taxista manda-bocas, disse nada. Abriu a boca para dizer a conversa da treta, uma vergonha. António Barreto devia ocupar-se da sua fundação e fazer voto de silêncio. Servia melhor o País.
Os portugueses, aqueles que no dia 5 votaram nesta maioria, mas que daqui a 6 meses estarão como ingénuas donzelas a dizer que foram enganados e negarão ter alguma vez votado no PPD ou no PP, têm, de facto, os dirigentes que merecem, iguaizinhos a eles, dizem mal nas costas dos visados, afastam-se quanto fazem asneira e negam ter alguma coisa a ver com o assunto, são mesquinhos, invejam o sucesso do vizinho, mas trabalhar e fazer algo pelo país, dar a cara, isso não, aí fazem como António Barreto, responsabilidades é que não.