Sobre Portugal disse-se que foi alvo de um resgate. O resgate é coisa que se paga ao sequestrador para libertar o(s) sequestrado(s). Um dos problemas dos sequestrados é o de virem a sofrer do chamado síndrome de Estocolmo e a verdade é que este governo foi subserviente, venerando e obrigado da troica.
Podemos até falar de um governo não apenas obediente mas colaboracionista. E a Alemanha sabe o que é um colaboracionista, teve muitos exemplos disso. O que há a temer deste governo é o seu sentimento de orfandade, agora que foi libertado pelo resgate. - é um resgate estranho, em que o sequestrador empresta dinheiro ao sequestrado/resgatado que, depois de liberto, fica a pagar a sua "libertação" durante dezenas de anos. Uma libertação condicional que exige do liberto, um curvar de espinha durante pelo menos duas gerações, o que pode explicar a baixa natalidade dos portugueses: não querem os filhos a pagar pelo voto combinado de PCP/BE/PPD/CDS, que levou Portugal a pedir este programa de "ajustamento".
Agora vejamos, Paulo Portas acusa Sócrates de ser o pai e o padrinho deste ajustamento.
No entanto, foi a direita que viu no famoso PEC IV, a oportunidade de ouro para, finalmente, vergar o país à sua agenda liberal e libertar assim a direita do que o 25 de Abril trouxe a Portugal. O irónico disto é que quem serviu de bandeja à direita a possibilidade de fazer Portugal vergar-se ao dinheiro dos mercados e às suas "reformas" de capitalismo desregrado foi o PCP e o BE.
O PCP esse "defensor" dos "valores de Abril" que, diligente, atirou Portugal para os braços do revanchismo radical de direita. Passos Coelho e Paulo Portas deveriam propor a Cavaco, uma comenda, no 10 de junho, a Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, pelos relevantes serviços que prestaram à direita radical.
Podemos até falar de um governo não apenas obediente mas colaboracionista. E a Alemanha sabe o que é um colaboracionista, teve muitos exemplos disso. O que há a temer deste governo é o seu sentimento de orfandade, agora que foi libertado pelo resgate. - é um resgate estranho, em que o sequestrador empresta dinheiro ao sequestrado/resgatado que, depois de liberto, fica a pagar a sua "libertação" durante dezenas de anos. Uma libertação condicional que exige do liberto, um curvar de espinha durante pelo menos duas gerações, o que pode explicar a baixa natalidade dos portugueses: não querem os filhos a pagar pelo voto combinado de PCP/BE/PPD/CDS, que levou Portugal a pedir este programa de "ajustamento".
Agora vejamos, Paulo Portas acusa Sócrates de ser o pai e o padrinho deste ajustamento.
No entanto, foi a direita que viu no famoso PEC IV, a oportunidade de ouro para, finalmente, vergar o país à sua agenda liberal e libertar assim a direita do que o 25 de Abril trouxe a Portugal. O irónico disto é que quem serviu de bandeja à direita a possibilidade de fazer Portugal vergar-se ao dinheiro dos mercados e às suas "reformas" de capitalismo desregrado foi o PCP e o BE.
O PCP esse "defensor" dos "valores de Abril" que, diligente, atirou Portugal para os braços do revanchismo radical de direita. Passos Coelho e Paulo Portas deveriam propor a Cavaco, uma comenda, no 10 de junho, a Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, pelos relevantes serviços que prestaram à direita radical.