Nesta quadra que é tempo de votos de paz e felicidade, pelo menos temos uma certeza: de que para além do Bem, o Mal também está entre nós, e como em qualquer história da nossa memória coletiva, O Bem corre sérios riscos de ser relegado e talvez mesmo vencido. Nunca foi tão claro aos olhos dos portugueses onde reside a fonte do Mal e nunca foi tão fácil identificá-los. O Mal deixou-se de subterfúgios e hoje objetivamente goza connosco enquanto Povo, ri-se de nós e diz de forma cristalina o que pretende de nós: submissão e miséria. Nunca tão poucos fizeram conscientemente mal a tantos. E nunca tantos suportaram o Mal com submissão como hoje.
Mesmo os que fogem para o estrangeiro, levam a miséria consigo e a imagem de um Portugal de que já não havia memória desde os anos 60. Com as centenas de Portugueses qualificados que arranjaram melhores empregos no estrangeiro, foram milhares de pobres para França, Luxemburgo ou Suíça que, sem qualificações como os seus antecessores dos anos 60, apenas servem para criadas, mulheres a dias, calceteiros e apanhadores de lixo. A Imagem de Portugal foi severamente prejudicada pela chegada dos executores do Mal e adoradores da miséria alheia de que se alimentam e fortalecem.
Esta é a maior lição da Democracia os Eleitores podem autoflagelar-se escolhendo serem governados pelas forças do Mal e desprezando o Bem, alheados do seu destino e colocando nas mãos dos seguidores das trevas o seu destino eleitoral.
Boas Festas a todos e quando acordarem e se depararem com a escuridão, acendam a Luz. se ainda não vos tiverem cortado a eletricidade. Mantenham uma vela e fósforos por perto.
Que 2015 possa ser um ano de Libertação da mediocridade e dos novos Miguéis de Vasconcelos em pele de cordeiro. O Mal também vai à missa mas corta a cabeça do Galo.