Resistindo à tentação de fazer pré-juízos sobre a próxima Ministro da Educação, espero bem que ela resista ao cliché e ao que já circula entre jornalistas, isto é, que a referência fácil e gratuita a esta nomeação ser uma "aventura no ministério". Pelo contrário, espero que seja tudo menos uma aventura, tudo menos uma carta falhada, um erro de casting, aposta que acabe em mal-aventurança. Portugal precisa de um bom ministro da educação, e não de literatura infantojuvenil. Isabel Alçada saberá bem a diferença... e Sócrates também.
Este não é o tempo de Guterres, poderia ser um tempo fundacional, que a anterior detentora da pasta acabou por não cumprir apesar da sua persistência. Mas muito estranho seria o mundo se os sindicatos da corporação dos professores fossem vencidos por aventuras, histórias púberes ou regressos a visões moles de fim de século.
Certamente que todos estarão conscientes disto e que a ficção não vai ultrapassar a realidade. Pelo menos nesta matéria.
Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem políticas por cumprir e medidas inadiáveis adiadas. A Promoção da Língua Portuguesa no Mundo precisa de um aprofundamento vigoroso que não se pode compadecer com as intermitências dos últimos anos, mais curtas nos últimos meses, fruto de algumas decisões a montante que não no centro operacional. Um organismo reformado onde nada muda senão a Lei que o regula (e onde parece haver soluções para perpetuar interesses antigos de ministério triturador que não larga o osso) e onde é imperioso mudar para o pensar.
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