Uma das tiradas célebres de Manuela Ferreira Leite é que não é "perversa de cabeça", o que desde logo me fez pensar noutros sítios em que se pudesse pensar perversão que não seja a cabeça.
Mas não sendo perversa de cabeça, como se repete deixando, por isso, que se instale outro pensamento, Manuela Ferreira Leite preparou bem o caminho da resistência face à possibilidade de acontecer o que aconteceu: perdeu as eleições legislativas e diminuiu substancialmente o número de câmaras municipais, nas mais recentes eleições autárquicas.
Ao colocar fora do parlamento os seus adversários políticos, Manuela Ferreira Leite armadilhou completamente, mas sem perversão, quem a queira substituir no lugar de vizir do PPD/PSD e garantiu que à boa maneira de Paulo Portas, quando fez o seu pequeno golpe palaciano contra Ribeiro e Castro, também ela e os seus satélites, seriam os únicos a ditar o comportamento da oposição ao Governo.
Líder que não tem assento parlamentar é um líder fraco e com pouca margem de manobra. Pedro Passos Coelho deve ter isso em conta, se quiser pensar seriamente em ser o novo vizir no lugar do vizir, ou não deixará de ser um frustrado Iznogoud como o da banda desenhada.
quarta-feira, outubro 14, 2009
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