segunda-feira, setembro 21, 2009

A baixa necessária, o sacrifício para proteger o Chefe.

A demissão de Fernando Lima neste momento, apenas prova que a cooperação estratégica entre Belém e o Público são uma verdade indesmentível. Neste momento a demissão de Fernando Lima, para além de ser apenas um acto formal, é na verdade muito pouco, muito tarde. Agora só mesmo a demissão de Cavaco Silva permite assegurar que o clima de conspiração permanente em que Belém se ocupa, chega ao fim. Fernando Lima sai apenas da folha de pagamentos. Enquanto Cavaco Silva estiver em Belém, Fernando Lima tem um papel não negligenciável na capacidade de decisão de Cavaco Silva e na sua relação com o Governo e com o País. É absolutamente intolerável em democracia que Belém possa continuar a conspirar contra a democracia, o Governo e o País. Sempre tenho afirmado que Cavaco Silva não tem estatura política para ser Presidente de Portugal e aqui está mais uma prova. Que mais será preciso para que o Parlamento interrompa esta anomalia no sistema democrático?
É por isso que Manuela Ferreira Leite fala em asfixia democrática e tem como modelo democrático o Governo de Alberto João Jardim. Cavaco Silva concorda e pretende concretizar esse modelo no Governo da República. Manuela Ferreira Leite é apenas um tentáculo deste polvo que veio levemente à tona neste caso.
Como um vulgar lagarto, em face do perigo, Belém deixou cair a cauda, para a deixar crescer de novo, mais tarde. Fernando Lima nada mais foi do que uma cauda de réptil deixada para trás na retirada face ao pânico que invadiu Belém. Mas voltará a crescer se o lagarto não for ele próprio derrotado.

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