segunda-feira, agosto 18, 2014

Coelho e os bancos

Era uma vez um coelho que em dia de comício e depois de ter feito a sua diatribezita anti TC (é coisa que se tornou tradicional como o discurso de Natal ou de Ano Novo) resolveu que a melhor forma de combater os banqueiros maus e sem ética é esperar que o banco apodreça de tal forma que os banqueiros maus tenham de saltar do poleiro, enxotados pelos supervisores e reguladores "à lá limite" e depois fazer como na letra da Geni e do Zepelim de Chico Buarque:

Joga pedra no Salgado!
Joga pedra no Salgado!
Ele é feito pra apanhar!
Ele é bom de cuspir!
Ele saca de qualquer um!
Maldito Salgado

É esperar que eles estejam sem dignidade de partilhar os banquetes de outrora ou as viagens de estado e dizer que é uma vergonha a promiscuidade entre a política e esta gente da banca. Como aquele deputado do PPD que Salgado propôs  para Presidente da Conselho de Administração do BES. Ou gente que foi membro do Conselho de Estado e foi da administração do BPN/SLN. Ou o próprio Oliveira e Costa secretário de estado. Enfim tudo gente da banca e do PPD. Este coelho já de si um fenómeno da natureza, pois não salta, dará passos devido à sua particular morfologia, sabe bem de quem fala, quando discursa sobre promiscuidade e ausência de ética e coisas menos dignas que sucedem entre política e banca com membros do seu partido.
E diria que se estivéssemos na era estalinista uma purga se adivinhava. Ou se o premier de Portugal preconizasse a receita chinesa para a corrupção a razia que não se estaria a preparar.
Mas não. Isto foi no Discurso do Pontal, um discurso alegre e divertido à maneira do discurso dos presidentes dos EUA no jantar anual da imprensa. Foi tudo uma graçola pegada. O pessoal é que está a ficar com um sentido de humor germânico e pode até ter acreditado que aquilo era um coelho a falar a sério.
A maior piada que não posso deixar aqui de mencionar porque o homem tem paletes de graça, foi a de que não haveria um cêntimo dos contribuintes para pagar os desmandos e incompetência dos banqueiros. foi tão giro!

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