Só pode ser piada. Não há forma de levar a sério este tipo de teatro baixo de associação de teatro amador da PCM ou de Massamá. Passos Coelho sabe o que quer dizer quando pede consenso e "coerência" ao PS. Consenso é concordar sem condições com o PPD. Passos sabe que se Seguro se estatelar neste consenso, está preso perante o eleitorado a um acordo que só pode salvar o PPD do afundanço eleitoral que merece. Ataca o PS e apela ao consenso. É esquizofrenia política pura.
Um acordo como o que propõe Passos Coelho é a negação da democracia. Se todos propuserem e defenderem o mesmo, qual é a escolha?
A prática do grupo parlamentar do PPD sobre a coadoção foi prova cabal da ideia de responsabilidade e coerência política que o PPD defende. Primeiro os deputados aprovam uma lei na generalidade e, depois, para garantir que a Lei nunca passará, propõem um referendo relâmpago, para travar a defesa de crianças em situação precária no caso de um guardião legal lhes faltar. Primeiro os deputados são competentes para votar uma lei na generalidade e depois são incompetentes para aprovar a mesma lei na especialidade. Os deputados do PPD deram aos seus eleitores uma prova cabal da sua incompetência. Todos sabemos os resultados de referendos realizados em Portugal: nenhum teve votantes suficientes para ser vinculativo. É nisso que aposta o PPD.
Os eleitores votam em deputados para os representar e depois os deputados devolvem essa responsabilidade delegada, depois de já terem, para o mesmo efeito, usufruído dela. Os eleitores não foram chamados para se pronunciar sobre tratados que impuseram perda de soberania a Portugal, mas podem ser chamados para impedir ou protelar a aplicação de uma lei que permita que uma criança seja protegida no futuro, caso lhe falte o pai ou a mãe. Enfim podem ser chamados a participar numa farsa. Podem ser usados como parte dos jogos florais do PPD.
Os deputados do PPD perderam a maioridade. Comportam-se como menores que agem irresponsavelmente sabendo que o pai não os vai castigar e que a Lei não os pode julgar pelos seus atos se forem menores. Os deputados do PPD comportam-se como pré-adolescentes inimputáveis dos subúrbios... de Massamá. Os deputados do PPD precisam urgentemente de ser adotados, ou colocados à guarda de uma instituição de menores, que os proteja destes atos irresponsáveis.
Sem comentários:
Enviar um comentário