domingo, dezembro 18, 2011

Emigração Qualificada

Parece agora que o inefável Pedro não se conteve de novo e voltou a dar um passinho de coelho. Voltou a abrir a boca e a deixar sair asneira. Começa a ser um forte adversário de Cavaco na percentagem de tiradas infelizes por vez que abre a boca e reveladoras de uma profunda ignorância e do grande prejuízo que é para o País a exportação de profissionais qualificados que custaram, cada um, milhares de euros em impostos dos portugueses. Pedro dos passos de coelho, imitando um infeliz Secretário de Estado do Miguel (o Relvas), exorta esses portugueses a abandonar a Pátria, a emigrar e a contribuir, com os saberes adquiridos em Portugal e que aqui são deitados para a berma da pobreza e do desemprego, para a riqueza de países "pobres" como a Suíça, a Alemanha, o Reino Unido, os Estados Unidos da América do Norte ou Angola e o Brasil. Agora chegou a vez dos professores. Pedro Passos Coelho, qual esbanjador de qualificações técnicas, científicas e pedagógicas que de nada servem a Portugal para o seu desenvolvimento económico, quer os professores portugueses a invadir a CPLP, quem sabe mesmo a Guiné Equatorial (para povoarem de Língua Portuguesa a nova capital do País desenhada por arquitetos portugueses).
Um país que não consegue dar trabalho e comer aos seus cidadãos é um país que não dignifica os seus nem a si próprio. O Governo de um país que educa cidadãos altamente qualificados e os despeja na sarjeta da emigração é um Governo que rebaixa o País entre os seus pares. Um Governo que entrega de mão-beijada profissionais altamente qualificados a países como a Alemanha, a Suíça ou o Reino Unido para gerarem, a custo zero, riqueza e desenvolvimento naqueles países é um Governo que envergonha o País, a sua História e nos envergonha a todos no concerto das Nações desenvolvidas. Só um Governo de nulos destrói assim a inteligência do País.
Ainda sobre o envio de "charters" de professores para os países da CPLP, Pedro Passos Coelho, o tal que disse de si próprio que era o mais africano dos líderes portugueses, mas que afinal é apenas o mais africanista, dá mostras de um caráter neocolonialista serôdio, fora de prazo e perigoso. O que os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste precisam não é de uma chusma de professores desambientados, deslocados cultural e ambientalmente, do que estes países precisam é de formação de quadros locais. Olhar para a CPLP como o tubo de escape do desemprego em Portugal é, sobretudo, a revelação de uma política neocolonial de que, muito provavelmente, a proposta de fusão do IPAD com o Instituto Camões numa nova instituição com um nome marcadamente retrógrado e de pendor passadista, se centrado na realidade africana e na cooperação, como o nome Camões Instituto da Cooperação e da Língua preconiza.

sábado, dezembro 17, 2011

Pedro a passo de coelho

Saltitando de entrevista em entrevista, qual coelho em horta, Pedro lá vai mostrando que gostava de ser uma espécie de Obama de direita, parece um rapaz bem parecido, gosta de se ouvir quer esteja a mentir, a falar verdade ou a contradizer-se em relação ao passado recente, Pedro até se reclama de ser africano... por afinidade, é claro. Não me parece é que tenha muita vantagem nisso. Os seus patrícios de Angola, não parecem dar-lhe preferência no pagamento da dívida a Portugal. Já com os patrícios de Moçambique o equívoco foi colossal: Os patrícios moçambicanos vieram para a cimeira com o africano de cá e o que era preciso resolver, Cahora Bassa, ficou na mesma: por resolver. Definitivamente Pedro, o primeiro primeiro-ministro africanista de Portugal desde o 25 de Abril de 1974, não se dá bem com o pessoal lá da terra. Talvez deva ficar por Massamá e passar esses assuntos mais sérios para o Paulo que parece ser mais capaz.  

Reformas

Passo Coelho também é capaz de falar verdade. Depois de ter arrecadado o dinheiro das reformas dos bancários, Passos Coelho dá uma entrevista ao jornal Correio da Manhã a dizer que vai reduzir as reformas futuras para metade. Isto é, recebe 100% e promete devolver 50%. Os bancários enfiaram o barrete e ficaram iguais aos da segurança social e caixa geral de aposentações. Boa Pedro, nada como falar verdade aos portugueses.

quarta-feira, novembro 16, 2011

O Ministro da Propaganda e a Ignorância

A maior inimiga da inteligência é a ignorância. A ignorância é atrevida. A ignorância em gente que tem a desdita de ter poder é um perigo para o país que tem de suportar os custos de um governante ignorante. Um governante ignorante é uma ameaça e pode causar prejuízos graves, sobretudo num país que está a braços com a necessidade de combater o desperdício e as gorduras para o fazer sair da crise e voltar a dar aos Portugueses o orgulho de viver num País independente e soberano, numa Europa de cidadãos. Ora se para além da banha da administração o Pais tem ainda de suportar a ignorância do governante (ou será antes a confiança que tem na apatia e na ignorância particular que assume existir em cada seu concidadão), a esperança perde sustentabilidade. Vem isto a propósito de termos um Ministro da propagada, um bulldozer que com a maior das calmas proclama a Noruega como pais membro da UE; nomeia três países que supostamente não têm 13.º e 14.º mês como exemplo para a sua extinção em Portugal, mas ignora (será?) que nesses mesmos três países os cidadãos têm rendimentos médios de 3 vezes superiores a Portugal; e agora, costuma ele dizer, a RTP Internacional faz mais pela língua portuguesa do que o Instituto Camões, É óbvio que Miguel Relvas não vê nem a RTP Internacional nem conhece a atividade do Instituto Camões. A ignorância é uma arma de estupidificação maciça e Relvas é uma verdadeira ogiva carregada, disparada em todas as direções. Se visse uma e conhecesse a outra não poderia dizer tal barbaridade. Um país com uma civilização sustentada em nove séculos de história não pode estar sujeito a tanta gordura, a tamanha camada de banha, a tanto sebo ministerial.

domingo, novembro 13, 2011

Venda das instalações do BPP no Porto

Por favor expliquem-me como é que o edifício do BPP no Porto (notícia do Público impresso de hoje) é avaliado para venda em menos de 400 mil euros, menos do que um andar de luxo em Lisboa ou no Porto e tanto como um edifício de dimensões semelhantes mas a cair aos bocados numa cidade do interior do país. Quem é que faz estas avaliações? Gostava de perceber.

sábado, outubro 22, 2011

TSU - o colossal sorriso das vacas de Cavaco

Agora já sabemos porque é que Vítor Gaspar e Passos Coelho desistiram da famosa académica TSU. Ao cortar nos subsídios dos funcionários públicos o Governo está, afinal, a abrir a porta aos patrões para embolsarem 2 meses como alternativa à TSU. A ver vamos.
Cavaco, o homem que vê sorrisos nas vacas, já que é difícil vê-los nos cidadãos portugueses, insurgiu-se contra o desequilíbrio fiscal. Logo vieram BE, PCP e o maior partido que devia fazer oposição, elogiar Cavaco sorrindo, quais vacas, para Belém. Só que Cavaco insurgiu-se não pelo facto de os funcionários púbicos ficarem sem subsídios mas por o Governo não proceder de forma equitativa, retirando os mesmos subsídios aos trabalhadores das empresas privadas. BE e PCP que tanto apoiaram e contribuíram para a vitória do PSD e do PP voltam a ter visão turva sobre a indignação de Cavaco.
Nunca vi uma esquerda tão embevecida pela direita. As vacas essas, se tivessem a faculdade de sorrir ou mostrar tristeza, ao observar esta esquerda deviam mostrar um focinho de grande deceção.

sábado, outubro 15, 2011

O mentiroso afinal quem é?

Quem é que disse que cortar no subsídio de férias e 13.º mês era um disparate? Pedro Passos Coelho. Quem é que disse que não ia aumentar os impostos sobre os rendimentos? Pedro Passos Coelho. Não deixa de ser importante que Pedro Passos Coelho tenho feito aquela afirmação no dia das mentiras. Pedro Passos Coelho usou o dia das mentiras para mentir. Hábito que adquiriu e assimilou tão bem que depois disse que nunca se queixaria da herança política que recebeu, mas ontem na AR queixou-se da herança, tal como o têm feito outros ministros. Quando se mente uma vez, diz-se uma mentira, quando se mente compulsivamente para ganhar eleições é-se mentiroso!
A JSD quer julgar os responsáveis pela crise. Acho bem! Sobretudo agora que o Cavaco descobriu que há uma crise internacional. Julguem-se então todos: Os responsáveis pela crise internacional; o responsável pela introdução das parcerias público-privadas - Cavaco Silva como primeiro-ministro; A Ministra das Finanças que vendeu dívida ao Citi Bank que nos custa 300 milhões de Euros todos os anos - Manuela Ferreira Leite; Julguem-se também os responsáveis pela descida do rating da dívida soberana. Depois do chumbo do PEC IV pela coligação PSD/CDS/BE/PCP e que depois o PSD e CDS vieram a aplicar após as eleições, o rating da dívida soberana que o PSD dizia que ia "acalmar" desceu como nunca tinha descido e os juros subiram como nunca tinham subido. Julguem-se então os responsáveis do PSD/CDS por terem mentido ao povo para ganhar as eleições e virem depois aplicar em triplo o que antes rejeitavam. Mas não os julguem na justiça portuguesa se não ainda acabam por morrer antes de acabar o julgamento ou caso sejam declarados culpados, antes de a sentença vir a ser executada.
E não julguem o BE e o PCP por terem votado com a direita e terem contribuído para a situação em que estamos. Eles são inimputáveis. São irresponsáveis, são a vergonha da esquerda em Portugal.
E o PS? o PS? Qual PS? A oposição do PS no debate de sexta-feira foi inexistente e o seu líder de bancada é um zorrinho e nós precisamos é do Zorro mesmo. O plano agora não é nem tecnológico nem lógico. Não há. Foi constrangedor ver  José Seguro muito pouco digno do nome. Estamos largados aos bichos. Mário Viegas contava num dos seus discos de declamação a história de um coelho que comeu a mãe-couve. Nada mais adequado aos dias de hoje. Passos Coelho está a devorar a Pátria.

sábado, setembro 10, 2011

Tempo para reduzir a despesa

Parece que o monocórdico e entediante Ministro das Finanças descobriu agora que para cortar na despesa é preciso mais tempo do que para aumentar as receitas. Parece ter sido uma descoberta pós eleitoral que o PSD parece não ter tido em conta quando se preparava para chegar ao poder. Afinal parece que todas as patranhas sobre a necessidade de emagrecer o Estado eram apenas isso. Não sabiam então onde cortar só sabiam proclamar que era preciso cortar. Chegados ao poder e meses depois de se instalarem continuam sem saber onde cortar na gordura nem onde ela está. Só sabem cortar não na gordura mas na carne, não sabem cortar no colesterol mas no sangue. Onde é que está o apregoado despesismo do Estado? Nos subsídios de desemprego, nas prestações dos cuidados de saúde, na educação? Então agora os assessores já são precisos? É claro que meia dúzia de assessores não cortam no Estado os milhões que é preciso cortar. O que é preciso é cortar nos serviços aos cidadãos. Mas não foi isso que lhes disseram na campanha eleitoral e o pessoal votou, votou em mais impostos para si, menos saúde para si e para os seus e menos apoios sociais quando as políticas de corte no investimento público enviar os eleitores que trabalham no setor privado para o desemprego.
O outro era mentiroso e estes são o quê? O que era preciso então, é o que é preciso agora. Que é preciso apertar o cinto sabemos todos, mas não digam que a gordura não está nos ministérios mas nos serviços que prestam, porque antes o que diziam é que era preciso cortar na administração e não nos serviços que o Estado presta à população. Agora ficamos com o mesmo pessoal (ou vão finalmente dizer que o Estado vai despedir os seus funcionários, porque isto das reformas é só passar a despesa de um lado para o outro?) a prestar menos serviços. Funcionários mais desocupados a receber o mesmo dinheiro dos contribuintes e sem lhes prestar qualquer serviço.
Quando é que vão, finalmente, dizer que emagrecer o Estado é despedir funcionários, mandar gente para o desemprego? Gente que não vai conseguir arranjar emprego no setor privado porque este não está a contratar, antes continua a despedir? Porque, em Portugal, os privados vivem em muito do consumo do setor público, se o Estado não compra os privados fecham. Se o Estado não encomenda obra, os privados vão à falência. Os empresários que exportam, apesar de terem aumentado as suas exportações por ação das medidas levadas a cabo nos últimos dois anos, ainda não exportam o suficiente nem em número suficiente de empresas que lhes permita dispensarem o cliente Estado. Não há emprego a ser criado que possa absorver os futuros despedimentos do Estado. Se é que o Estado quer mesmo emagrecer nas suas despesas fixas e não nos serviços que deve prestar aos cidadãos. Vai haver mais miséria nos eleitores muito antes que se possa voltar a ter alguma melhoria no emprego.
O Governo sabe isto, sempre soube, porque é que não disse logo? porque queria ganhar eleições. Porque é que não o disse ainda? porque está a ganhar tempo. Será que alguma vez vai dizer? Não vai ser preciso porque vamos todos sentir esta verdade na pele. O pessoal vai então acordar e ir para a rua protestar? Não importa porque o Governo não vai ter nada para dar. Os ricos, esses, vão continuar a não pagar impostos porque há aquele mito de que se os taxarem eles fogem para os paraísos fiscais. O que é uma falácia porque quer os carreguem ou não com impostos eles fazem o que sempre fizeram, põem o dinheiro onde lhes apetece quer tenham ou não de pagar mais ou menos impostos, como, aliás, já fazem. Não o farão nem mais nem menos, farão como sempre têm feito. Como já fazem as "nossas" grandes empresas há muito tempo: a Sonae fugiu para a Holanda, tal como as próprias empresas com capital do Estado como a GALP, a EDP ou a PT. Para quê então esta ilusão? Os ricos não fogem nem mais nem menos com mais impostos, fogem sempre.

terça-feira, setembro 06, 2011

Imagine

Imagine que o primeiro-ministro britânico chegava ao poder e, aconselhado pelo Senhor Álvaro local (porque os há em todos os países exceto em França) dizia: o British Council é um instituto dispensável vamos fechá-lo. O que se diria de David Cameron?
Imagine que o Presidente da República Francesa acordava depois de ter sonhado que tinha recebido um conselho do Senhor Álvaro local (imaginário porque não os há em França, onde preferem os DSK) e dizia: a Aliance Française é uma organização dispensável, vamos fechá-la. O que se diria de Sarkozy?
Imagine... Espere, você é português não precisa de imaginar.

domingo, junho 26, 2011

Os verdadeiros portugueses fazem viagens de avião em económica

O populismo dos verdadeiros portugueses agora é fazer viagens de avião em económica. Bestial! Agora vamos poupar imenso. Olha, afinal não. A TAP oferece os bilhetes aos membros do Governo, logo, gastos zero, poupança zero! Pior: gastos zero despesa para a TAP a aumentar. Porquê? porque a TAP agora vai deixar de vender bilhetes em económica (que se vendem mais do que os de executiva) porque estes passam a ser ocupados pelos membros do Governo que antes ocupavam lugares que não se vendiam em executiva.
Resultado: os verdadeiros portugueses que agora viajam em económica passaram a contribuir para aumentar os prejuízos da TAP.
Estas ideias peregrinas que agora chegam de Massamá revelam muito do que estes verdadeiros portugueses conhecem do funcionamento do Estado.
Ah, pois e os juros continuam a subir. Não percebo. Agora temos o Governo certo, a maioria certa os liberais certos, será que os mercados não leem os jornais?

domingo, junho 12, 2011

Cavacada

O discurso do 10 de junho foi o mais acéfalo de todos os discursos jamais proferido por um ocupante do paláco de belém, incluindo os presidentes. Nada a dizer, a não ser que só faltou a defesa do amor e uma cabana e  de uma sardinha para 6. Foi salazarento, retrógado, bafiento e uma vergonha até para quem defende o interior do país. Nem o Dantas iria tão longe. E António Barreto o tal que é doutor em diagnósticos mas cábula em soluções e disse numa entrevista que se fosse convidado a servir o país como ministro não aceitava por já não está para isso, o que prova que é pior do que qualquer abstencionista, e está abaixo do taxista manda-bocas, disse nada. Abriu a boca para dizer a conversa da treta, uma vergonha. António Barreto devia ocupar-se da sua fundação e fazer voto de silêncio. Servia melhor o País.
Os portugueses, aqueles que no dia 5 votaram nesta maioria, mas que daqui a 6 meses estarão como ingénuas donzelas a dizer que foram enganados e negarão ter alguma vez votado no PPD ou no PP, têm, de facto, os dirigentes que merecem, iguaizinhos a eles, dizem mal nas costas dos visados, afastam-se quanto fazem asneira e negam ter alguma coisa a ver com o assunto, são mesquinhos, invejam o sucesso do vizinho, mas trabalhar e fazer algo pelo país, dar a cara, isso não, aí fazem como António Barreto, responsabilidades é que não.

domingo, junho 05, 2011

Resultados eleitorais e eunucos de cidadania

Espero sinceramente que quem votou no partido que ganhou as eleições não venha daqui a seis meses dizer mal do Governo e fingir que não votou "neste" Governo. Espero que se assumam e que assumam as suas responsabilidades. Não sejam, por uma vez, gente que "toca e foge".
Estas eleições também provaram que em Portugal tem entre os seus habitantes um número anormal de eunucos políticos e de cidadania. Nem na China dos Imperadores ou nos haréns dos sultões turcos houve tantos eunucos. Os Portugueses cortaram-nos rentes, não são abstencionistas, são abstinentes, são inférteis e justificam a baixíssima natalidade do País. O abstencionista é um eunuco social. Os abstencionistas nem com viagra se safam porque já perderam a sexualidade. O abstencionista é um repolho, o espelho que mostra porque é que Portugal está na situação em que está.
Quero também ver o que a CGTP vai agora fazer. Se vai manter a fanfarronice que teve contra o Governo do PS ou se agora, com o PPD no Governo, vai meter o rabinho entre as pernas como de costume, sempre que a direita está no poder.