Finalmente Manuel Alegre revela as suas verdadeiras intenções: Destruir o PS e fazer os actuais dirigentes do Partido pagar por não o terem apoiado na sua cruzada contra Mário Soares nas Presidenciais em que serviu de pano de fundo para colocar Cavaco Silva na Presidência. Manuel Alegre aparece agora com a ameaça de colocar o PSD no governo na sua nova cruzada: Tirar o PS do Governo e entregar o poder à direita nas próximas eleições legislativas. Manuel Alegre procura a sintonia institucional que defende: a mesma cor em todas as instituições governativas: Um presidente, uma maioria, um governo. Tudo às direitas... e à direita, que é para a "esquerda" poder lamuriar-se à vontade e "mobilizar as massas para a luta" de rua que é onde esta esquerda gosta de andar, a "laurear a pevide" pelas ruas sem nunca se comprometer com as decisões políticas de quem governa.
Manuel Alegre defende uma esquerda muito sui generis, a esquerda que se esforça por oferecer repetidamente o poder à direita.
Manuel Alegre é, na prática, a testa-de-ferro da direita em Portugal. Grande percurso deste dirigente, que não sabe perder. Destruir, destruir, até a sua sede de vingança estar satisfeita. Ou seja, virar tanto à esquerda para chegar à direita.
Prejudicar e sacrificar um país aos seus caprichos pessoais, é obra. E revela uma natureza tenebrosa, que choca com os valores humanistas que a esquerda democrática sempre defendeu.
Mas ao menos, Manuel Alegre mostrou finalmente de que lado da barricada está: da sua, que agora se confunde com a de Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas.
A Manuel Alegre já pouco mais resta por fazer do que juntar-se à equipa itinerante formada pela CGTP/PCP que anda a gritar alegremente "Mentiroso, mentiroso", em tom alarve, atrás do Primeiro-ministro.
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